domingo, 15 de novembro de 2009

23, casamento perfeito

A minha imensa ideia de que não vais desaparecer, emerge finalmente na verdade. Tu vais, eu fico. Tu tens, eu escondo-me. No final do arco-íris não há nada e tu, nem tens noção do quão igual e diferente me pareces. Mantens-te tão indiferente à injustiça que diáriamente me é feita. Eu odeio-te como te amo, eu odeio-me por te amar. Que raiva tão horrorosa, tão pouco querida a que realmente tenho. Por mais que não queira, por mais que não escreva, desejo-te. Perto de mim, em segredo se possível. Porque nos torna mais fortes, mais crentes que ele nem vai nascer, que por tragédia, a nossa felicidade vai nascer da morte. Sim, que seja essa a raiz do nosso amor. Sim, que me consuma por dentro e te devore por fora. É tão intenso este querer, que não pode ser só meu. O futuro sentimento de culpa vai ser aterrador e, podemos nem sobreviver, mas saberemos até que ponto podemos viver.

1 comentário:

  1. está tão bonito, estão todos tão bonitos. também estou bonita, não estou?
    oh sim, eu também te amo sua puta.

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