Quando tenho a minha cabeça em ti. Não é justo, no discurso, a minha palavra ser tão subjacente ao que o mundo pensa, ao que diz. Supera-se e depois retrai-se, sem sombra de dúvida. Na verdade, é controversa, é o julgamento que sempre soube que lá estava. E as modas mudam, os ventos correm, a gente continua a povoar e a palavra continua. Quando tenho a minha cabeça em ti, não é nada. O caminho espera saída ou recantos para se esconder, para não admitir que existe, que pode seguir em frente. É difícil, mesmo para mim, julgar algo tão errado. Porque gosto, porque me muda constantemente e me arranca o coração, na mais forte pulsação. Nego ser juíza. Baixo-me, como réu que sou, e recebo o que daqui a algum tempo, seram apenas chagas. Fragmentos de uma história por contar. E nunca escrevo assim, quando insegura de mim mesma. Nunca poso para a fotografia, ciente que a minha alma vai sair estampada na capa da revista. Não me mostro, porque me entraste ilegal no pensamento.Quando tenho a minha cabeça em ti, o fumo não é igual.
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