domingo, 28 de fevereiro de 2010
RCM
"O rio cresceu. Inundou as margens sem nunca porém, abandonar as montanhas. Foi lá baptizado, lá nasceu, ai amou. O rio cresceu e apaixonou-se. Apaixonou-se pelo mar. (...) Depois o rio, cansado de ser parte do mar, olhou para o céu. O reflexo contrário. Reencontrou o perdido, ainda que diferente continuava o mesmo."
EMT
As três gotas secretas, caiem separadas com medo de serem descobertas.
As três gotas secretas, caiem mascaradas de bruxas com medo delas próprias.
As três gotas secretas, não se podem contar.
As três gotas secretas, não mais caiem no chão.
As três gotas secretas, em nada admitem o homem.
As três gotas secretas, dão as mãos em rituais.
As três gotas secretas também precisam de chorar.
As gotas do leito
Mote: Se me serviu para jogar, para saber em quem penso, dará certamente para ti.
Brinco caída, sobre a chuva e o ar.
Gostava, paixão e alma.
A cair vive-se.
Desisto sofregamente, porque quero fragilizar.
mas
Não trepes, não agora. O olhar é uma companhia fora do comum. A ametista dourada é ilusão. O meu ponto de focagem é tu. A caçadora de sonhos sou eu.
Olha agora mas não vejas.
Toca mas não sintas.
Segue mas não venhas.
Chora mas lágrimas não derrames.
Ama mas não digas a ninguém.
( -te )
Demoraste muito tempo a chegar e eu tardei com as chamas sobre o rio cristalizado.
Olhei pela janela do meu quarto mas foi a paisagem da tua janela que predominou.
Não olhar pelos teus olhos, mas ver o que eles vêem.
para: Tatiana Rocha
Opostos que não se atraem
Um fraco,
Forte coração - numa garrafa.
Uma grande,
Pequena sensação - ignorada.
(É amor)
Um escuro,
Claro sentimento - somente
Retido.
Uma mão esvoaçante no vento carnal, junto à minha barriga porque me envergonha.
Na praça pública não te exponho, porque te gosto no privado.
Às vezes não o é.
Outras é tudo o que idealizo e espalho em ti o nada de que tanto falo.
O nada que tanto te dou.
Que tanto te quero.
Minto.
Ás vezes nada te quero... mas
é o nada que te quero sempre dar.
Não é uma passagem
O meu anjo sobre mim, numa escuridão corroída pela luz ofuscante de um farol.
Contrapus o seu desejo com os dentes da minha boca, mas não resultou.
Carreguei então, sacos de lã para que não sentisse a minha pele. Sentiu.
Entreguei-me ao tal anjo que proclamava ser meu.
Segurei-lhe a fantasia e deixei que se despisse. Cai nos lençóis do leito angelical, para reclamar a dominação. Chorei com ele durante, por não o amar. Amei-o depois por nada ter sentido antes.
É a única coisa que ele sabe.
"Temos padre"
Deitei-me consciencializada de que a 5 centímetros de tijolo, jazia estendido o mais impuro dos homens. Ontem apreciei ao longe cada movimento seu e, como eram parecidos com os da noite. A mesma sensação de desejo, escondida naquele olhar ingénuo e cheio de fé no Senhor. A fé que antes tinha no celibato angelical fora morta pela sua boca no meu corpo. Ele transforma-se; perde o nome e a vocação. Nenhum de nós se esquece por um segundo que, a todos, isto parece errado. Pelo menos a mim, é isso que me faz voltar. A ele é a descredibilidade que impõem aos homens, porém tão bem me ama. Não acredita na salvação da pele ou da alma. Só consegue sentir mas, torna-se racional nas explicações bíblicas.
Encaminhei-o para os meus desvios, pois era o único que compreendia os meus silêncios como se estes fossem falados. Também entendia que só estava ali para lhe dar o meu corpo, como que uma oferenda a Deus.
Quando a cruz caiu da parede do seu quarto, ele foi embora.
Normalmente são eles a desflorar.
Fui eu quem desflorou este homem.
Mantive sempre a cruz ao peito.
Nada significou,
Mas sei como gostava de a olhar - ela
Brincava com o símbolo,
Como se o Senhor
A olhasse pelos meus olhos.
Um céu por entre um
Inferno
As aparições às escritoras são muitas. São tudo do que o Universo é feito. Das paragens bruscas ou momentos repentinos. Por vezes não são assimiladas até serem escritas. Talvez reescritas na cabeça. Por vezes culpadas pela fé que lhes foi depositada.
São aparições fora do consciente, onde habitam as verdadeiras palavras das escritoras.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Fez-se pouca luz
É tudo da mesma luz. Mas não, o que dá luz nem tudo revela. Mostra uma verdade, uma ilusão mascarada. Não é mau. é luz. Pim!
Não muda o que se revela neutro, muda o que se revela forte e inalterável.
Não o porquê mas porque existe e é.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Não temos espelhos em casa
Quando te olhas ao espelho, não vês uma única luz. Não me culpas porque quando cheguei já era assim. Onde e como passas as noites, são perpétuas incognitas que nem o meu mais simples olhar faz com que mudem. Como uma corda pela qual lutados mesmo que sem valor. Tu de um lado, eu do outro a tentar dominar... depende da hora. Por vezes caimos e não ligamos aos actos cometidos nos recantos da multidão. Não me pertences, assim como eu não te pertenço. Nem a alma nem o corpo. Por vezes irrito-te, por vezes não aguento o teu toque... é sempre igual, é sempre para todos.
Quando me olho ao espelho, não vejo uma única luz. Não te vejo, nem me vejo a mim.
Já nem me olho.
Quando me olho ao espelho, não vejo uma única luz. Não te vejo, nem me vejo a mim.
Já nem me olho.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Feliz por fim... Micaela
Rituais: Plóxima palagem - libeila
Os rituais são imensos,
São olhares,
Olhados - com medo
De serem tão nossos.
Os rituais dos silêncios,
São sim uma forma de vida - previne
As futuras roturas.
Os rituais nossos,
As avenidas - aliados
E parceiros de um pacto sem sangue.
Um pacto feito por contadoras
De estórias.
Os rituais Meigos
Os rituais Egoístas
Os rituais nossos.
Da micas, para a micas.
Com a micas nos silêncios.
São olhares,
Olhados - com medo
De serem tão nossos.
Os rituais dos silêncios,
São sim uma forma de vida - previne
As futuras roturas.
Os rituais nossos,
As avenidas - aliados
E parceiros de um pacto sem sangue.
Um pacto feito por contadoras
De estórias.
Os rituais Meigos
Os rituais Egoístas
Os rituais nossos.
Da micas, para a micas.
Com a micas nos silêncios.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
