Quando te olhas ao espelho, não vês uma única luz. Não me culpas porque quando cheguei já era assim. Onde e como passas as noites, são perpétuas incognitas que nem o meu mais simples olhar faz com que mudem. Como uma corda pela qual lutados mesmo que sem valor. Tu de um lado, eu do outro a tentar dominar... depende da hora. Por vezes caimos e não ligamos aos actos cometidos nos recantos da multidão. Não me pertences, assim como eu não te pertenço. Nem a alma nem o corpo. Por vezes irrito-te, por vezes não aguento o teu toque... é sempre igual, é sempre para todos.
Quando me olho ao espelho, não vejo uma única luz. Não te vejo, nem me vejo a mim.
Já nem me olho.
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