Ando a cirandar por tudo o que é mais visível. Lá dentro talvez encontre uma caverna cheia de esqueletos, ou um mar inundado de praias. Depois apagarei as minhas pegadas para que ninguém me encontre. Desaparecida na imensidão da alma humana, é a melhor forma de vida. Mais recatada, mais calma. Que estranha forma esta que me faz crescer, fazer chorar flores ou fazer-me chocar com o mundo do lado de fora da janela. Semeia em mim mais um pouco de egoísmo, um pouco mais da resina que mais tarde fará de mim ambar. É por isto que me refugiu nas pálidas almas, onde o desassossego é rei e a escrita é rainha. E que mártires são eles, quando em tempos de fome, me vêm chegar e me abrem os braços.
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