terça-feira, 12 de janeiro de 2010

É na busca constante dos outros por sentimentos humanos, que eu saceio-o a minha sede.

É verdade, não tenho um único sentimento humano com bases bem fundamentadas. Procurem amor-próprio, afecto por familiares...pouco existe cá dentro.Mas orgulho-me de ser capaz de identificar amor quando me oferecem aos olhos. E é tão bonito, tão esvoaçante, que nem se quisesse o conseguia amordaçar ao meu próprio peito.

Eu perguntei-lhe se era amor? Respondeu-me: "Nem sei bem o que isso é."

Encontrei. Encontrei mais uma vez, o mais glorioso rei, que nos toma a todos como amantes: o amor. Eu disse que o reconhecia. Mesmo escrito, não me passa ao lado uma única palpitação, uma única lágrima, um único sorriso.. Afinal é destas coisas que o tal amor vive, não é?
Eu sabia, os olhinhos cristalizados pelo tal açúcar que o amor trás, o sorriso estampado na cara quando um nome é entoado, a tristeza alheia que passa por nós e resolve ficar...É bom sentir todas as reacções desejadas e as desagradáveis que este marginal nos dá.
Sabes, é bom arriscar...mesmo quando não se tem certezas.
Admito, não arrisco. Não tenho ponta de amor por onde pegar.

Sem comentários:

Enviar um comentário