O que és tu senão uma paragem no caminho engarrafado do autocarro? E tanta diferença me fazes, quando te miro parado, à espera de me dares permissão sem cobrares portagem. És um vulto no meio da noite silenciada por assaltos e violações fora do contexto animal. Em prol da paz, o teu corpo não maneja uma única acção para incutir ou travar. Existes mas não é no nosso dia-a-dia apetrechado de imaginações macabras do que vês. És em casa pai? És no quarto marido? Tens a chave do portão ou só o abres quando destrancado?Também beijas a mulher do outro no seguimento suave de respirações controladas, para não fazerem barulho?
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