Já tinha a câmara nas mãos; faltavam-te as luzes reaccionárias no rosto. Já tinha o teu corpo nas mãos; faltava-te a coragem para admitires que perdeste e que o suor já escorria na parede. Comecei a ouvir o disco ao fundo da sala. À três dias que era o mesmo, que nenhum de nós tinha paciência para o mudar. As letras são drogas legais, nós ficávamos um a olhar para o outro, impregnados em doses quase letais.
Já tinha a cabeça a latejar; a ti não te faltava nada.
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