segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Eu ainda sou do tempo em que

Encontrei um cigarro teu no meu maço. Queria um cigarro, o meu cigarro, mas em vez disso o teu veio-me à mão. Não era o meu Lucky Strike, mas fumei-o. O primeiro bafo, não travei. Não gosto. Deve ser esse primeiro que me relembra a fatalidade do tabaco. O segundo bafo, reconheci ao sentir as unhas do fumo cravarem-me os pulmões. Reconheci o teu cheiro. Continuei a fumar. Matei-o.
Afinal não era teu, marlboro.

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