segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pouca gente fica à espera.(ele assim escolheu)

Ele espera, numa espera tardia, de um alguém que não chega. Espera a chegada que matará a tal espera. Espera-a numa estação de comboios qualquer.
Espera a espera de outra pessoa, porque assim decidiu viver. Durante um pouco.
Ele- na realidade- espera-a.
A ela.

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Ela atrasa e prolonga a espera que não lhe pertence.

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